Chega uma hora em que você não sente mais nada. Nem dor, nem alegria. Você simplesmente acorda, faz suas atividades e nem se dá o trabalho de botar um sorriso falso no rosto para enganar as pessoas em sua volta. Você cansa. Cansa de sofrer, cansa de tentar ser feliz, cansa de usar uma máscara.Você vira uma pessoa neutra. Os sentimentos se misturam e a vontade de viver fica distante. As pessoas em sua volta começam a perceber e a unica coisa que você sabe responder quando perguntam “está tudo bem?” é “sei lá, tanto faz.”, porque realmente tanto faz. Respirar vira uma ação difícil.  Você passa a ser apenas mais uma pessoa na sociedade. Nem o prazer de querer se destacar existe mais.Você nem lembra mais como tudo começou. Uma mistura de dor, felicidade, ciumes, alegria, raiva, solidão, paixão… sei lá. Você começa a desistir de tudo porque nada parece estar certo. Você nem sabe quem é você mais. É como se você moresse e continuasse vivendo. E aquela pessoa que te fazia tão bem começa a te fazer tão mal. E agora? Agora, você não sabe como voltar, como conseguia ser feliz no passado. E você não vê nem o presente e nem o futuro.Você se sente como se fosse cego, mesmo enxergando. Os “eu te amo” ditos parecem te machucar ainda mais e você se afasta de todos. Não por opção, mas como se isso fosse a solução. As pessoas parecem não se importar mais. A dor se destaca no meio dos sentimentos confusos e você não possui mais forças para superar tudo isso.  A dor te consome a cada dia, a cada hora, a cada minuto. E a sua vida que era tão monótona vira uma confusão de sentimentos, atitudes e palavras.  É como estar bem no meio do furacão. Você está sozinho. Sozinho no meio da tempestade, sozinho no meio dessa bagunça. E agora? Agora você não sabe como agir e como reagir a isso tudo. Antes você não sentia nada, mas agora dói muito, não dói? Você não vê mais os dias passando. Nada mais te surpreende, nada mais te faz sorrir. E aquilo que parecia ser apenas uma fase, se torna a sua vida. E o pior: ninguém mais se importa ou faz questão de saber como você está. E ai você se dá conta que realmente está sozinho e que não é mais capaz de suportar tudo isso. (adrenalina)


“Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!”
~ Tati Bernardi






“Então desculpa, tá? Desculpa por não ser quem você esperou que eu fosse, desculpa decepcionar, por ser esse desastre em pessoa. Procura alguém perfeito que não vai deixar de falar contigo um dia sequer, que vai te fazer sorrir sempre, que nunca vai errar, que vai solucionar todos os teus problemas e tudo o que tu deseja, porque eu acho que não sou essa pessoa. Desculpa ocupar teu tempo por todos esses anos, mas eu não sou perfeita. Desculpa. Age como se eu nunca tivesse feito nada pra você, como se eu nunca tivesse me importado, como se eu nunca tivesse te ajudado, talvez assim seja melhor, né? E se quiser colocar a culpa em mim, fique à vontade, se isso vai te deixar melhor, vai em frente. Agora se as coisas não derem certo, pra quem tu vai correr mesmo? E se tudo der errado nessa tua tentativa de substituição, pros braços de quem você vai chorar mesmo? Eu só quero que tu pense, porque há atitudes que nem o tempo apaga. E meu ombro não é eterno, meninão. Vai lá machão. Pega geral, me substitui, me troca. Me esquece. Mas só não esquece que fui eu quem ouvi todos os teus problemas. Fui eu quem te ajudou quando tu mais precisou. E o meu ombro já está calejado de tanto aguentar tua cabecinha encostada nele para chorar. Eu acho que já me martirizei demais. Na verdade fui eu quem errei sim, mas em confiar em alguém como você.”

“Homossexualidade e heterossexualidade são como sutiã e biquini, exatamente a mesma coisa, mas um é aceito em público e o outro não.”



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